UM MAR CÁ DENTRO...
Sabe-me a boca a sal. O meu menino
Há tanto que partiu e mesmo agora
Existe, em mim, um mar que quando chora
Se veste todo dum azul divino...
Nunca mais voltará, o pequenino,
Foi para o céu azul aonde mora
E eu não sei quando virá a hora
De poder partilhar o seu destino...
Sabe-me a boca a sal. Talvez do mar...
Talvez cá dentro o sangue tenha sal,
Por isso eu tenho a boca assim salgada…
E chora, cá por dentro, e quer calar...
(mas tanto mar cá dentro faz-me mal)
Sabe-me a boca a sal e estou calada!
In “Poeta Porque Deus Quer”
Autores Editora
Maria João Brito de Sousa
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