CANÇÃO DO CARCEREIRO
Aonde vais belo carcereiro
Com essa chave manchada de sangue
Vou soltar aquela que amo
Se ainda for possível
E que tranquei
Ternamente, cruelmente
No mais secreto do meu desejo
No mais profundo do meu tormento
Nas mentiras do futuro
Nas bobagens das juras
Quero soltá-la
Quero que seja livre
Até para me esquecer
Até para ir-se embora
Até para voltar
E também para me amar
Ou para amar um outro
Se esse outro lhe agradar
E se ficar um dia sozinho
E ela só
Guardarei
Guardarei sempre
Nas minhas duas mãos côncavas
Até o fim dos dias
A doçura dos seus seios modelados pelo amor.
Paroles
In "Poemas de Jacques Prévert"
Seleção e tradução de Silviano Santiago
Editora Nova Fronteira – RJ – Brasil
Jacques Prévert
(Poeta Francês)
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